domingo, 16 de janeiro de 2011

              Pratinha, meu eterno lar!

Estar de volta ao lar que um dia me criou foi sem dúvida voltar no tempo, sem que pudesse ser a volta que sempre desejei! Cada passo dado, cada centímetro seguido, cada árvore, cada grão de areia; tudo parecia me reconhecer. Sim, a reconquista do local perdido, do adeus dito, mas não convencido! O retorno sem permanência! Tudo tão igual e tão diferente... Os dias tornaram as coisas sombrias, amargas, mas jamais conformadas, sempre há a dor de não ter!
Como posso sentir falta de um lugar? Simplesmente é o lar de meus dias de menina-moça, sem saber o que iria ser do futuro que hoje amarga com a dor do que se passou e a incerteza do amanhã.
As músicas do tempo passado voltaram à memória, as viagens para ir à escola, as brincadeiras, as amizades, a própria escola, os dias de tédio e de alegria, os amores que um dia tive e hoje nem recordo quem seja, as madrugadas sem dormir, o céu estrelado a me iluminar e fazer com que eu seguisse sem rumo, sem saber o que seria o hoje, as confidências de menina, os melhores amigos, os melhores tempos que não sabia que o era, os sonhos perdidos debaixo do pé de eucalipto que já não existe. Quantas coisas deixaram de existir!
A casa que aprendi a ser o que sou hoje; desmoronada. Só resta uma ta pêra que mostra que ali um dia morou uma família... Só isto. Não é só isto. Existe mais coisas, mas que não podem ser ditas, nem vistas, nem ouvidas... Essas coisas estão e sempre estarão no fundo daquilo que chamo de alma, de sonho, de esperança, no fundo do coração daquela menina que um dia pensou que o futuro seria melhor, mas que hoje vê que há lágrimas nos olhos. Em cada sequência do caminho, a certeza de que o tempo modifica não somente as pessoas, deixando-as mais velhas, mas muda também a lembrança... Tudo se modifica, tudo se altera! Nada permanece inteiramente intacto com o passar dos dias! Meus sonhos perdidos entre sombras da mata e o azul do céu! Quanto tempo, e ainda parece que foi ontem! Tudo tão vivo,  tão presente... E tão distante! Tão aqui, e tão lá!
Da velha Pratinha restam saudades... Da atual, lembranças que o tempo não poderá jamais livrar! As lágrimas que um dia derramei voltam a molhar meus olhos... Lágrimas que teimam ao ver rastos desmanchados, olhares longe, lembranças vagas que sempre andarão perdidas em algumas memórias... E jamais se encontrarão! É o preço que pagamos, é o jeito duro que aceitamos o sentido que a vida segue... Pra que seguir? Queria parar, voltar, reviver o que um dia vivi! Correr pelas pastagens, ver meu nome gravado nas árvores, sentir o perfume das flores que jamais soube o nome, subir na cerca, e cair logo em seguida! Que saudade da infância, da minha Pratinha que o tempo levou, e que jamais a trará de volta a mim... Que falta faz as caminhadas, as pescas, os pequis a serem apanhados, as estórias a serem escritas, os dias a escurecer sem ver o sol se por. Que falta faz os sonhos que foram construídos e enterrados, que saudade das tardes tempestuosas e dos relâmpagos a me acordarem a noite, que falta fazem as palavras ditas e esquecidas!
Do passado; saudade. Do presente; certeza de que nada será como antes. Do futuro; a certeza que o passado sempre machucará... Pois o tempo passa e deixa marcas as quais são muitas vezes mais dolorosas do que a gente queira aceitar! Mas não é questão de aceite, é questão de ser. Não mandamos em nada. Só temos que aceitar. De um jeito ou de outro sempre será saudosa a vida. Meu tempinho de criança que não volta nunca mais... 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como não envelhecer...





Segundo cientistas de Harvard, o corpo responde à mente quando se trata de idade



Será que isso é real? Ou invenção da Ciência, até que ponto nossa mente interfere nas mudanças de nosso corpo?
idosa forte





Uma descoberta científica promete substituir os cremes de rejuvenescimento da sua prateleira. Segundo cientistas da Universidade americana de Harvard, para envelhecer mais lentamente basta manter a mente sempre jovem. Em experimentos, pessoas que se vestiam, pensavam e comportavam como mais jovens do que sua idade apresentaram uma saúde superior à esperada para sua faixa etária.








O teste realizado pelos pesquisadores funcionou mais ou menos como uma “máquina do tempo”. Por uma semana, homens idosos foram “transportados” de volta para 1959. A decoração de suas casas, a programação de TV, as músicas: tudo foi ajustado enquanto os voluntários eram estimulados a agir como se estivessem vivendo novamente naquele tempo.








Ao final do experimento, as condições de saúde dos idosos foram comparadas às de pessoas três anos mais jovens. Sua audição e visão melhoraram, as articulações estavam mais flexíveis, os músculos mais fortes e a mente mais rápida. Tudo isso aconteceu sob os olhares de milhares de expectadores, no reality show “The Young Ones” (Os jovens, em português).








Ellen Langer, autora do estudo, escreveu na publicação Journal Perspectives on Psychological Science que muitos aspectos de nosso envelhecimento estão relacionados a percepções negativas que temos sobre nossa idade. E mudar essas percepções leva a ganhos de saúde.








Um outro estudo, dessa vez com mulheres, atingiu conclusões que parecem reforçar a dos pesquisadores de Harvard. Nele, mulheres cujos cabelos eram cortados e tingidos não só se sentiam mais jovens quanto apresentavam melhor pressão sanguínea.








Há, contudo, quem duvide da seriedade das descobertas, como o professor de psicologia da Universidade de Lancaster, Cary Cooper, que disse ao periódico britânico Daily Mail que elas não passam de senso comum. Para ele, o “rejuvenescimento” se deve às mudanças de comportamento dos voluntários que, se sentindo mais jovens, passam a exercitar mais seus corpos e suas mentes.









Disponível em>>http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/quem-se-comporta-como-jovem-envelhece-mais-lentamente-diz-estudo